Releases 
Home > Releases > Capítulos sobre o socialismo
Capítulos sobre o socialismo
Obra de John Stuart Mill inédita no Brasil dá início à coleção
Clássicos do Pensamento Radical
A Editora Fundação Perseu Abramo está lançando a coleção Clássicos do Pensamento Radical, em que serão publicadas obras de diversas áreas e gêneros (filosofia, economia, política, biografia, ficção, etc.), agrupadas a partir de duas características básicas: 1) a obra expressar uma visão de mundo radicalmente crítica e original; e 2) os textos serem inéditos em português ou terem tido somente uma circulação muito restrita em nossa língua. Todos os livros da coleção terão também um estudo introdutório sobre a obra e o autor feito por um especialista.
O primeiro volume da coleção, que chega ao público na 10ª Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, é Capítulos sobre o Socialismo, do filósofo e economista inglês John Stuart Mill (1806-1873), com ensaio introdutório do economista Paul Singer. Inquestionavelmente um liberal, herdeiro das idéias de David Ricardo, e adepto da economia de mercado, Mill, entretanto, sempre repudiou as injustiças sociais do capitalismo e acreditava na necessidade de profundas transformações sociais, que dessem a todos uma vida mais digna.
Por outro lado, o economista via com ceticismo as propostas socialistas, por não acreditar em sua viabilidade econômica e considerar imprevisíveis as conseqüências socioculturais do comunismo. De modo avançado e pioneiro, Mill olhava o futuro de maneira pragmática, vislumbrando a possibilidade de vários desdobramentos para o presente e julgando o conhecimento científico ineficiente para fazer previsões socioeconômicas a longo prazo.
Em Capítulos sobre o Socialismo, obra iniciada em 1869 e que o autor não pôde finalizar, Mill faz uma breve introdução ao pensamento socialista – que se firmava como alternativa política justamente nesta época –, levanta as objeções do socialismo ao capitalismo e faz uma análise crítica dessas mesmas objeções.
Finalmente, discutindo as propostas socialistas, delineia a sua proposta de uma nova sociedade: a de uma economia solidária, em que cooperativas de produção e consumo substituiriam as empresas capitalistas. Porém, o intercâmbio entre estas entidades continuaria a ocorrer através do mercado, quer permaneceria a instituição reguladora da economia.
canal com a imprensa